Segurança
Há uma conhecida vulnerabilidade na CryptoAPI da Microsoft, que faz com que certificados falsos de sites supostamente seguros (que usam o protocolo HTTPS) sejam reconhecidos e validados. A falha já tem quase três meses (!) e ainda não foi foi corrigida pelo pessoal de Redmond (!!).
Notícia velha? Pois é. Mas a novidade é que há um certificado “solto” por aí, permitindo aos caras maus ficarem entre o seu micro e os servidores Paypal, em um tipo de ataque chamado “Man in the middle”. Com o certificado “válido”, o Paypal não tem como saber há alguém entre o usuário e seus servidores. Por outro lado, o usuário também não tem como verificar isso e a página aparece sem nenhum aviso de segurança.
Como tanto o IE, quanto o Safari e o Chrome usam a API defeituosa da MS, o risco de cair no golpe é bastante razoável. Por via das dúvidas, use o Firefox (versões acima da 3.0.13).
Para os “hackers” de plantão, a receita de bolo está aqui.
Dica do Marcellus Pereira, do meiobit
No mês passado, numa tarde de domingo, o menino William Moreira da Silva, de 11 anos, empinava pipa em uma fábrica em Barros Filho, na zona norte do Rio de Janeiro, quando foi atingido por uma bala perdida. Algumas testemunhas disseram que o tiro partiu de policiais militares que costumam fazer ronda na região. A PM negou as acusações e informou que não tinha feito nenhuma operação por ali. Suspeita-se também que seguranças da fábrica possam ter trocado tiros com traficantes de drogas. William chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O caso segue sob investigação.
Episódios de violência como esse, em que a identificação do culpado pelo homicídio é uma tarefa difícil, já levou a polícia de diversas cidades dos Estados Unidos a adotar uma tecnologia de uso militar para encontrar os culpados e, em muitas ocasiões, salvar vidas.
O chamado “sistema de detecção de disparos de armas de fogo” é uma invenção da americana ShotSpotter, empresa do Vale do Silício, na Califórnia. A companhia, que até agora só atuava nos EUA, acaba de montar um escritório no Rio. O plano é inaugurar mais duas instalações em breve, em São Paulo e Belo Horizonte.
A tecnologia da ShotSpotter funciona como um “caça-tiros”. A empresa instala sensores de áudio no topo de prédios de grandes áreas urbanas. Esses sensores se comunicam por meio de um sistema acústico desenvolvido pela empresa e fazem a varredura da região. Tudo está integrado a um sistema de mapeamento via GPS. Se o disparo de uma arma de fogo ocorre no perímetro coberto pela tecnologia - cada sensor alcança um raio de dois quilômetros, em média - o sistema acústico detecta automaticamente o som e, em no máximo nove segundos, exibe um mapa com a indicação precisa do local onde aquele tiro foi dado. O alerta pode ser configurado para chegar a centrais da polícia, redes de emergência ou uma viatura que esteja mais próxima do local.
Fundada há 15 anos por três cientistas, a ShotSpotter já instalou seus sensores em 45 cidades dos EUA, entre elas Los Angeles, Washington, Chicago, Boston e San Francisco. A precisão da informação e a agilidade no tempo de resposta, diz James Beldock, presidente e executivo-chefe da ShotSpotter, se tornaram ferramentas cruciais nas mãos dos policiais. Beldock, que esteve em São Paulo nesta semana, falou com exclusividade ao Valor.
“Nos EUA, quando um tiro é disparado, apenas 20% dos casos são informados ao [serviço de emergência] 911″, comenta. “Isso significa que, em 80% dos casos, ninguém é informado em tempo hábil de fazer alguma coisa.”
Nos últimos quatro anos, diz Beldock, as cidades americanas que adotaram o sistema conseguiram salvar a vida de 220 pessoas que foram baleadas porque a polícia e o serviço médico chegaram rapidamente aos locais do crime.
O desenvolvimento da tecnologia, segundo o executivo, custou US$ 35 milhões aos investidores da ShotSpotter, um grupo de empresas de capital de risco. Um dos aperfeiçoamentos permite ao sistema distinguir o som de um tiro - ou vários - daquele emitido por rojões e outros fogos de artifício. “Também passamos oito meses trabalhando em uma assinatura acústica para fazer com que o sistema não confundisse o som de uma metralhadora com o de um helicóptero”, comenta Beldock. “Uma pessoa percebe a diferença facilmente, mas ensinar isso a um computador não é algo tão simples, o registro do som é muito parecido.”
Além de acelerar o socorro a vítimas e aumentar a possibilidade de prender o autor do disparo, o sistema tem ajudado a diminuir o número de homicídios nos EUA, diz o executivo. “Ao ter uma visão detalhada das ocorrências, é possível direcionar esforços com mais precisão. Isso é fundamental para a polícia gastar energia e tempo com o que realmente é crítico.”
A ShotSpotter ainda não tem contrato fechado no Brasil, mas as negociações estão adiantadas com o governo do Rio, afirma Roberto Motta, diretor da ShotSpotter no país. Uma comitiva do Estado esteve nos EUA para ver a tecnologia de perto e já existe um projeto desenhado que cobriria a região da Tijuca. A previsão é de que o primeiro contrato no Brasil seja assinado nas próximas semanas, diz Motta.
O plano, segundo Beldock, é investir entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões em ações de venda e marketing no país nos próximos três anos. A empresa também está escolhendo integradores de sistemas e um fabricante local para os equipamentos. A produção consumirá mais US$ 4 milhões. “Vamos produzir no Brasil e, a partir daqui, exportar para a América Latina.”
A meta é espalhar seus sensores em uma área total de 500 quilômetros quadrados em todo o país, nos próximos cinco anos, o que geraria uma receita de aproximadamente US$ 400 milhões.
Nos EUA, a ShotSpotter é concorrente direta da também americana BBN Technologies. No mês passado, a BBN fechou um contrato de US$ 74 milhões com o o exército americano para entregar 8,1 mil detectores portáteis. O equipamento, conhecido como “Boomerang”, deverá ser usado nos conflitos dos EUA com o Oriente Médio.
Fonte: Valor online
Hackbar é um ótimo plugin com muitas funcionalidades e pequenos hacks, ele tem grandes funcionalidades para testes de intrusão, como teste de injeção de SQL, vulnerabilidades e XSS. Converte Base64, Rot13, octal e outras bases numéricas. Este é o plugin essencial para você descobrir vulnerabilidades em sites de modo prático usando seu navegador, aprendizes de Hacker( ;] ) e Analistas de Segurança vão gostar.
Para conhecer mais sobre o plugin e realizar o download visite (https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/3899)
Hackers podem usar tática para invadir e-mails e outras contas.
Participe da coluna enviando perguntas sobre segurança na web.
O G1 publicou na semana passada uma notícia sobre a invasão do Twitter realizada por um hacker francês. O mais interessante sobre o caso é que o ataque foi possível graças ao recurso de “resposta secreta”, usado para recuperação de senhas. O malfeitor conseguiu descobrir a resposta para o acesso à conta Yahoo do funcionário do Twitter, resetou a senha e, entre as mensagens na conta de e-mail, encontrou as informações para acessar a administração do serviço de microblog.
No ano passado, a mesma função de recuperação de senha do Yahoo foi usada para invadir a conta de e-mail da candidata derrotada à vice-presidência dos Estados Unidos Sarah Palin. O invasor conseguiu achar a resposta “secreta” para a pergunta configurada por Palin com uma simples pesquisa na web.
Em janeiro de 2005, a vítima foi a socialite Paris Hilton. Hilton configurou o nome do seu cão como resposta para resetar a senha no site da operadora de telefonia móvel T-Mobile. A invasão deu acesso às mensagens do celular da socialite.
Não é difícil perceber que a “resposta secreta” é, na maioria das casos, simplesmente uma má ideia. Entenda por que na coluna de hoje, e saiba como não depender de uma “resposta” secreta para recuperar sua senha.

Em mensagem enviada para o blog Cult of Mac, da revista Wired, um hacker de codinome “orin0co” alegou ter invadido a conta pessoal de Steve Jobs na Amazon.com. O hacker estaria tentando vender detalhes e informações desta conta a jornalistas, incluindo o histórico de compras e o número de cartão de crédito do presidente da Apple, conta Leander Kahney, editor do blog.
Segundo o hacker, Jobs é um ávido comprador pela internet. Ao longo dos últimos dez anos, ele teria adquirido mais de 20 mil itens na Amazon, algo como cinco itens por dia, todos os dias. Interessante é que esta informação não corresponde ao escrito pelo próprio Kahney em seu livro A cabeça de Steve Jobs, onde ele diz que “Jobs tem muita dificuldade em fazer compras. (¿) ‘Acabo não comprando muitas coisas’, disse ele ao responder a uma pergunta sobre os aparelhos e tecnologias que compra (¿)”.
Descrevendo o processo para roubar os dados de Jobs, o hacker disse que enviou a ele um e-mail falso, fazendo se passar por uma mensagem oficial da Amazon. Segundo ele, isso fez com que o presidente da Apple fizesse login em um site fraudulento cujo layout era semelhante ao da verdadeira loja virtual, uma tática comum de phishing. Uma foto de tela com dados da suposta conta de Steve Jobs, enviados pelo hacker orin0co foi publicada pelo Cult of Mac.
Para “orin0co”, o fato é muito constrangedor para uma empresa que alega que os Macs são menos suscetíveis a vírus, travamentos e dores-de-cabeça. “Imagine o quão seguro é o Mac, se você pode enganar até o poderoso Steve Jobs”, debochou o pirata.
A Apple não quis comentar o assunto ou negar as alegações do hacker; a Amazon declarou não ter conhecimento se a conta de Steve Jobs está comprometida ou não.
Fonte: Terra
Um MacBook munido do software Undercover foi o grande herói de um caso de polícia na Noruega, segundo conta o jornal Dagbladet. Ao ser roubado, fotografou os ladrões e ajudou, inclusive, a identificar um traficante procurado, que também foi preso.
Depois de ter sua casa arrombada por ladrões, que levaram mais de 50 mil coroas norueguesas (cerca de R$ 16 mil) em bens da família, Petter Røisland recebeu a notícia de que a polícia tinha, como suspeitos do roubo, componentes de uma gangue. Todavia, a falta de provas impedia a prisão dos acusados.
Para se resguardar de outra investida dos ladrões para roubar a sua residência, o jovem de 23 anos resolveu tomar uma atitude. Instalou o programa Undercover, da Orbicule, em dois dos novos Macs que a família havia comprado para substituir os roubados.
Na manhã do dia 9 de fevereiro deste ano, a família Røisland percebeu que os amigos do alheio haviam visitado sua casa novamente. Desta vez, porém, Petter acionou o dispositivo de segurança dos computadores, contatando a Orbicule para avisar que seus Macs haviam sido surrupiados. Logo a central confirmou a condição de roubo e começou a rastrear o sinal do software Undercover.
Passados alguns meses, depois de a polícia já ter encerrado o caso sem solução, a empresa de segurança enviou um email a Petter, avisando que um dos computadores fora ligado e que eles receberam o endereço IP da máquina. No outro dia, a Orbicule também mandou fotos enviadas através do Mac roubado, que foram imediatamente compartilhadas com a polícia.
Mas o mais incrível foi o que Petter descobriu depois: um dos fotografados era um grande traficante local, a quem a polícia da Noruega estava procurando há muito tempo, sem sucesso. Durante dias, o jovem trocou emails com a Orbicule, descobrindo novas informações, dentre elas, a posição geográfica aproximada do computador, que levaram à captura dos bandidos.
Fonte: Terra
Criminosos criaram sites falsos para roubar dados de usuários.
Porta-voz confirmou que rede social trabalha para resolver estragos.
Hackers atacaram 200 milhões de usuários do Facebook nesta quinta-feira (14), roubando senhas de vários membros da popular rede de relacionamento social da internet.
O porta-voz do Facebook, Barry Schnitt, confirmou nesta quinta que o site estava resolvendo os estragos causados pelo ataque, acrescentando que a equipe estava bloqueando perfis comprometidos. Ele se negou, no entanto, a revelar quantas contas foram comprometidas.
Os criminosos roubaram as senhas ao invadir perfis de alguns membros do Facebook e enviar e-mails à lista de amigos dos contatos atacados, pedindo-os que clicassem em páginas falsas da internet.
Como estes sites falsos foram criados para se parecerem com a página oficial do Facebook, as vítimas direcionadas acabaram acessando suas contas e, consequentemente, dando suas senhas aos invasores.
Ataques deste tipo são realizados geralmente com a finalidade de roubo de identidade e divulgação de propaganda indesejável.
Fonte: G1/Tecnologia
Alerta foi dado pela Microsoft, que liberou correções nesta terça.
Empresa classificou falha como ‘crítica’, a mais grade da escala.
A Microsoft informou nesta terça-feira (12) que hackers vêm tentando atacar usuários de seu software de apresentações para PCs PowerPoint, e diz ter lançado correções para protegê-los contra a ameaça.
A maior fabricante mundial de softwares afirmou ainda que uma versão do PowerPoint para computadores Mac, da Apple, também estão vulneráveis à ação dos hackers, apesar de ainda não se ter confirmado que os criminosos estão de fato buscando explorar o programa.
A Microsoft definiu a ameaça como “crítica” — a mais grave da escala que classifica pontos vulneráveis do software.
Os hackers vêm buscando se aproveitar da vulnerabilidade do PowerPoint induzindo suas vítimas a abrirem um arquivo de PowerPoint corrompido — que teriam baixado de um site ou recebido por email, segundo a empresa de segurança Symantec. “A essa altura, o agressor teria então controle total sobre tudo a que a conta do usuário tem acesso no sistema,” disse Alfred Huger, analista da Symantec.
Huger afirmou ainda que a Symantec tem observado até agora apenas um número limitado de tentativas de hackers de tirar proveito da vulnerabilidade no programa.
A Microsoft não lançou uma atualização para Macs, mas o porta-voz da empresa Christopher Budd assegurou que ele já está em desenvolvimento.
Fonte: G1

Em 2003, o Nokia 1100 valia 100 euros. Hoje, anda à venda por 25 mil no mercado negro. O caso foi descoberto há seis meses e está a intrigar as autoridades holandesas.
A empresa especializada em segurança tecnológica Ultrascan Advanced Global Investigations diz ter descoberto esta estranha apetência de organizações criminosas por este modelo de entrada de gama quando o telemóvel ainda estava a ser comercializado a 5000 euros no mercado negro.
Em apenas seis meses, a procura manteve o crescendo – e a prova disso é que, hoje, um Nokia 1100 já vale mais de 25 mil euros.
Mas não se julgue que este valor fora do comum é pago por um Nokia 1100 qualquer: segundo a IDG, apenas os dispositivos fabricados numa fábrica de Bochum, Alemanha, valem esta enorme quantia.
E isto porque estes modelos foram distinguem-se por conter uma falha de software que poderá ser usada para interceptar senhas temporárias que, por norma, são utilizadas para validar transações bancárias.
As autoridades holandesas já estarão a par do caso, ainda que não se saiba bem como pode ser explorada a vulnerabilidade do Nokia 1100.
Os investigadores suspeitam de que estes celulares já despertaram a cobiça de ganges romenas, russas e marroquinas.
Apesar de parecer uma tablete de chocolate, o Nokia 1100 fez furor no lançamento, tendo vendido mais de 200 milhões de unidades.
fonte:exame
Endereços podem evitar o envenenamento de DNS.
Participe da coluna enviando suas dúvidas sobre segurança.
Na semana passada, a coluna Segurança para o PC explicou como funciona o ataque de envenenamento de cache DNS, usado por golpistas para redirecionar páginas de instituições financeiras para sites clonados. A coluna de hoje dá continuidade ao assunto, explicando algumas vulnerabilidades que facilitaram esses ataques e também o que pode ser feito para preveni-los, como o EV-SSL e o DNSSEC, usado nos domínios “b.br”.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Leia também: Saiba como golpistas da web levam internautas a sites falsos
O ataque explicado na semana passada é o mais simples de todos; pode-se dizer que ele é “cru”. O criminoso não só precisa adivinhar o código identificador da conexão, como terá apenas uma chance de fazer isso a cada período de algumas horas. Se fosse possível tentar repetidamente adivinhar o código, é certo que, mais cedo ou mais tarde, isso aconteceria. Até o ano passado, não se conhecia uma maneira de tentar mais de uma vez.
Assim como o a memória temporária (cache) mantém um redirecionamento malicioso on-line por algum tempo, ela também mantém o registro legítimo. Ou seja, depois que a resposta verdadeira e correta está no DNS, ela estará segura até que sua data de validade (“TTL” ou “time to live” no jargão técnico) termine.
O malfeitor precisaria, portanto, esperar o fim do TTL para poder tentar novamente. Ele teria uma tentativa a cada período de algumas horas, o que significa que um ataque bem-sucedido poderia levar muito tempo para ser feito, mesmo com computadores atacando o DNS 24 horas.
>>>> Vulnerabilidades facilitam o ataque
Realizar o ataque sem nenhuma técnica extra é complicado, mas um criminoso com mais conhecimento tem algumas opções para tornar o envenenamento de cache possível.
Sobrecarregar o NS do site alvo para torná-lo lento é um exemplo. Atrasar a resposta legítima em meio segundo é suficiente para dar algumas milhares de chances a mais para o malfeitor.
Os problemas mais graves são as falhas de segurança. Em alguns servidores de DNS vulneráveis ou configurados incorretamente, um criminoso nem precisa adivinhar o código identificador para envenenar o cache.
Em vez disso, o indivíduo mal-intencionado pode simplesmente solicitar que o DNS traduza um endereço que ele próprio controla. Assim, o DNS irá contactar um NS também operado pelo criminoso. Esse NS, em vez de responder corretamente a solicitação do DNS, irá plantar o redirecionamento para o outro endereço, o alvo.
Em outras palavras, o criminoso pede que o DNS traduza o endereço “siteruim.mal” para IP, mas o “siteruim.mal” tenta informar o IP de “algumbanco.alvo”. Isso é um erro: o “siteruim.alvo” não devia ter nenhuma autoridade sobre o registro de outros sites. O DNS configurado incorretamente ou vulnerável, no entanto, pode acabar aceitando e terá seu cache envenenado.
Às vezes o problema é tão sério que pode permitir o redirecionamento do chamado NS raiz. Com isso, um criminoso teria o controle sobre todos os sites terminados em “.com”, por exemplo.
No ano passado, Dan Kaminky alertou a respeito da possibilidade de usar o princípio do técnica acima de forma diferente. Embora “siteruim.mal” não tenha autoridade sobre “algumbanco.alvo”, tanto “www.algumbanco.alvo” como “abc.algumbanco.alvo” têm autoridade sobre “algumbanco.alvo”. Isso significa que o criminoso pode usar combinações de subdomínios, mesmo que inexistentes, para repetidamente tentar envenenar o cache com uma resposta falsa.
Explicando melhor, o criminoso pede ao DNS que ele traduza o nome “qualquercoisaaqui.algumbanco.alvo”. Como o DNS não sabe a resposta, terá de consultar o NS, dando ao criminoso a possibilidade de interferir no processo, mas, em vez de informar o IP de “qualquercoisaqui”, o redirecionamento se dará no “www”. Isso pode ser repetido infinitamente, até que dê certo. Normalmente isso não seria possível, porque o “www” em si já estaria no cache, e o DNS não precisaria entrar no processo de tradução.
Não existe solução para isso. Os servidores DNS apenas passaram a usar maior aleatoriedade em seus códigos, esperando que, com isso, criminosos não consigam adivinhá-los.
>>>> O DNSSEC e SSL/EV-SSL como solução
Embora medidas tenham sido tomadas para proteger o DNS, ele ainda é um protocolo vulnerável. A solução definitiva para o problema seria uma extensão do DNS chamada DNSSEC, na qual o a conexão é identificada também por meio de uma assinatura digital, difícil de ser quebrada pelo criminoso.
É preciso que provedores, órgãos gestores da internet e donos de sites todos trabalhem juntos para fazer o DNSSEC funcionar. Como foi dito na coluna da semana passada, a responsabilidade pelo DNS não está nas mãos de uma única entidade.
No Brasil, o DNSSEC já está disponível para alguns endereços. Sites terminados em “b.br” – que vários bancos possuem – são obrigatoriamente protegidos com DNSSEC e, em tese, à prova de envenenamento. Um criminoso não consegue se disfarçar do servidor NS para plantar o IP falso, porque a conexão não terá a assinatura correta.
Embora adoção do DNSSEC seja lenta, o Brasil é um dos pioneiros. Se o seu banco já possui um endereço terminado em “b.br”, é certamente mais seguro usá-lo do que o endereço “.com”, “.com.br” ou qualquer outro.
Outra medida contra o envenenamento de cache, já em uso, é o conhecido SSL, o “cadeado de segurança”, exibido pelo navegador em sites seguros. Um site redirecionado não poderia apresentar um “cadeado” válido; um erro apareceria na tela. Porém, muitos sites que lidam com informações sigilosas erram ao não utilizar o cadeado na página principal, não permitindo que o internauta verifique se o site é o correto até depois de informações já serem enviadas para o site falso.
Para resolver alguns dos problemas do SSL, existe o EV-SSL (“Extended Validation SSL”) que, entre outras coisas, consegue exibir o nome da organização responsável pelo site.
Vale lembrar que o ataque de envenenamento de cache ocorre no provedor. Ou seja, além observar a presença do cadeado e usar o endereço “b.br”, não existe muito que o usuário possa fazer. Qualquer servidor DNS pode ser eventualmente comprometido ou envenenado.
A coluna de hoje fica por aqui. Na quarta-feira (29) é dia de pacotão de segurança, com resposta a dúvida de leitores. Até lá!
* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.
Fonte: G1/Tecnolgoia

